1. Início
  2. Cidades
Lista
Mapa
Cronologia
Rotas
Histórias

Ermida de São Sebastião

Ermida de São Sebastião - Carlos, Public domain, Wikimedia Commons 1/4
©Carlos, Public domain, Wikimedia Commons (2008)
Ermida de São Sebastião - Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons 2/4
©Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons (2008)
Ermida de São Sebastião - Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons 3/4
©Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons (2011)
Ermida de São Sebastião - Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons 4/4
©Ricardo Filipe Pereira, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons (2013)
Ermida de São Sebastião
WikipediaMostrar no mapa
Pontos FotográficosVista PanorâmicaVisitas GuiadasLugar TranquiloIgreja

Introdução

Uma pequena capela num largo a sul do rio, algo afastada do centro, em frente à antiga cadeia que é hoje biblioteca. Por fora, uma empena contracurvada e um portal com frontão curvo. Lá dentro estão dez telas sobre a vida de São Sebastião, pintadas em 1759 por Diogo de Mangino, de Sevilha. O historiador Daniel Santana chama à série a mais completa narrativa pictórica sobre o santo na arte portuguesa. A capela foi construída contra a peste; São Sebastião era o santo que se invocava contra as epidemias. O edifício é de 1745, o lugar é mais antigo e vem referido em 1548. Hoje é espaço museológico e sala de concertos, e a porta só abre quando há algo no programa.

Research

Destaques históricos

Capela da peste na orla da cidade

São Sebastião era o santo que se invocava contra as epidemias, e a capela foi dele desde o início. Quando foi isso, ninguém sabe. A Câmara escreve século XV com ponto de interrogação, o SIPA século XVII, com a sacristia como possível resto de uma capela mais antiga. O Turismo de Tavira refere uma menção de 1548; a planta de Ferrari, de cerca de 1655, já a inclui. Em 1682 tinha uma confraria composta sobretudo por oficiais da Câmara. A capela da cidade, não da freguesia.

A reconstrução de 1745

Por volta de 1700, as paredes de pedra e barro estavam em ruína parcial. Em 1723, D. João V consignou 10$500 réis das rendas do concelho. Não deu para muito. A 28 de abril de 1745, a Câmara pôs a obra em arrematação; os mestres pedreiros Diogo Tavares de Ataíde e Manuel Aleixo ficaram com ela por 600$000 réis, o carpinteiro Jacinto Pacheco com as madeiras por 580$000. As paredes foram demolidas e levantadas de novo, mais robustas. Empena, portal e abóbadas ajustam-se ao estilo de Ataíde, e o risco é provavelmente dele.

As dez telas de Mangino

Em 1759, o pintor Diogo de Mangino obrigou-se perante a confraria a pintar a capela-mor: dez telas com a vida de São Sebastião, marmoreado fingido nas paredes e o estofo de dois anjos sobre o arco triunfal. Era sevilhano, estabelecido em Tavira depois de 1754. A última imagem é o santo depois do martírio, com palma e grinalda de flores. Daniel Santana chama-lhe, no guia de visita de 2008, "a mais completa recriação pictórica sobre a vida de São Sebastião existente na arte portuguesa". Na nave estão cenas da vida da Virgem. A Câmara chama-lhe obra de arte total. Palavra grande para um espaço tão pequeno, mas lá dentro percebe-se.

Guarnição, abandono, sala de concertos

Depois do terramoto de 1755, o governador do Algarve mudou-se para Tavira, e a partir de 1756 a capela pertenceu ao seu palácio. Talvez por isso a procissão fosse a 19 de janeiro até Santa Maria e regressasse a 20, com os oficiais da guarnição e a música do regimento, até bem entrado o século XX. A Câmara comprou o edifício em 1936; em 1993 estava fechado e degradado. Restaurado por fases a partir de 2000, voltou a ser inaugurado a 25 de abril de 2008 como espaço museológico e sala de concertos.

Na prática

A capela só abre em eventos: o ciclo de concertos Música nas Igrejas e as visitas guiadas do museu, a última em 2024, esgotada de antemão. A morada é Largo dos Mártires da Pátria, em frente à Biblioteca Álvaro de Campos. Empena, portal e cúpula veem-se de fora. Se conseguir entrar, suba à capela-mor até às dez telas e procure os anjos sobre o arco triunfal; a sacristia tem painéis de azulejos e um arcaz seiscentista.

Research

Cronologia e contexto

Cronologia

  • Finais da Idade Média – Capela de São Sebastião no Campo da Atalaia, num tempo de epidemias.
  • 1548 Igreja referida, segundo o Turismo de Tavira.
  • c. 1655 A planta de Ferrari mostra o edifício como n.º 5, "S. Sebastian".
  • 1682 Confraria de São Sebastião, sobretudo oficiais da Câmara.
  • 1723 D. João V concede 10$500 réis; paredes em ruína parcial.
  • 1745 A Câmara arremata a reconstrução a Ataíde, Aleixo e ao carpinteiro Pacheco.
  • 1753 D. José I dá à confraria rendas de feira para a decoração.
  • 1759 Mangino toma a seu cargo as pinturas da capela-mor: dez telas, marmoreado fingido, dois anjos.
  • 1936 A Câmara adquire a capela.
  • 1977 Classificada pelo Decreto 129/77 "com todo o seu recheio"; desde 2001 Monumento de Interesse Municipal.
  • 1993 Fechada e em degradação.
  • 2000-2008 Restauro por fases; furto em 2005; reinaugurada a 25 de abril de 2008.

Porque fica aqui

A capela fica a sul do Gilão, no antigo Campo da Atalaia, algo afastada do centro. A DGPC data a origem dos finais da Idade Média, época de grandes epidemias, e São Sebastião era o santo a quem se rezava contra o contágio. O historiador Santos descreveu em 2018 São Sebastião, São Roque e São Lázaro como um cordão simbólico em torno de Tavira, três capelas com santos que protegem todos contra a peste. É uma leitura de hoje, mas condiz com o facto de terem sido os próprios homens da Câmara a manter a capela e a pedir dinheiro ao rei para ela.

O que resta

Quase tudo. A classificação de 1977 abrangia expressamente a capela "com todo o seu recheio", e o recheio é o que importa: as dez telas de Mangino na capela-mor, as cenas da Virgem na nave, o marmoreado fingido, os anjos, os azulejos e o arcaz da sacristia. O edifício é de 1745, com um possível resto mais antigo na sacristia. Depois do furto de 2005, algumas peças estão expostas como reproduções. O museu deixou de fora vitrinas e tabuletas; recebe-se um guia de visita e vê-se o espaço como foi pensado. A decisão certa para um espaço que é ele próprio a exposição.

Research

Conteúdo gerado por IA

O texto e a narração foram criados com inteligência artificial — a voz é sintética. O conteúdo é revisto editorialmente, mas podem ocorrer erros.