1. Início
  2. Cidades
Lista
Mapa
Cronologia
Rotas
Histórias

Mercado da Ribeira

Mercado da Ribeira - Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL, CC BY-SA 2.0, Wikimedia Commons (Rio Gilão - Tavira - Portugal (35134032600).jpg) 1/4
©Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL (2019)
Mercado da Ribeira - El Pantera, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons 2/4
©El Pantera, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons (2021)
Mercado da Ribeira - Postal Alberto Malva (Lisboa) n.º 431 «Borda d'água da ribeira, jardim e mercado», usado em 1909 · Col. A. Monge da Silva · <a href="https://arquivo.pt/noFrame/replay/20240512220213/http://ww3.aeje.pt/avcultur/avcultur/postais/Tavira01.htm">Aveiro e Cultura – Arquivo Digital</a> 3/4
©Postal Alberto Malva (Lisboa) n.º 431 «Borda d'água da ribeira, jardim e mercado», usado em 1909 · Col. A. Monge da Silva · Aveiro e Cultura – Arquivo Digital (1909)
Mercado da Ribeira - Postal M. & R. (Lisboa) n.º 163 «Mercado Publico», c. 1909 · <a href="https://arquivo.pt/noFrame/replay/20240512221721/http://ww3.aeje.pt/avcultur/avcultur/Postais4/Tavira02.htm">Aveiro e Cultura – Arquivo Digital</a> 4/4
©Postal M. & R. (Lisboa) n.º 163 «Mercado Publico», c. 1909 · Aveiro e Cultura – Arquivo Digital (1909)
Mercado da Ribeira
Mostrar no mapa
Para FamíliasPontos FotográficosVista PanorâmicaPatrimónio GastronómicoArtes e OfíciosHistória Marítima

Introdução

A nave baixa de ferro ao fundo do Jardim do Coreto é o primeiro mercado coberto de Tavira. Foi inaugurada a 30 de junho de 1887, após dois anos de obras, e era um mercado geral de alimentos, não um mercado de peixe; o edifício próprio da pesca, a Lota, ficava ao lado, a nascente. Hoje a nave chama-se Mercado da Ribeira e tem lojas e restaurantes, e o pátio é usado para concertos. O comércio mudou-se em 1999, quando abriu o novo Mercado Municipal. Olhe para a empena sul antes de entrar. Lá está a lápide "MM / INAUGURADO / EM / 1887", e os portões de ferro fundido verde-escuro foram feitos na cidade.

Research

Destaques históricos

Barracas de madeira e uma capela que teve de ceder

Antes de 1887, o comércio fazia-se em barracas de madeira. A DGPC diz que no próprio largo, o Largo do Açougue dos Mareantes; a câmara diz que junto aos Paços do Concelho e na Praça da Constituição, a atual Praça da República. O problema era a higiene, e a resposta foi um mercado coberto. O projeto é de 1876, o terreno foi escolhido em 1879, e a obra durou de 30 de junho de 1885 até à inauguração, no mesmo dia, dois anos depois. Custou uma capela. Nossa Senhora do Loreto, do século XVI, e algumas antigas edificações portuárias foram demolidas para abrir espaço.

A nave de ferro

A nave é de um só piso, sobre um ligeiro embasamento de pedra. No interior, ferro fundido e madeira sustentam uma cobertura de telha e vidro com um lanternim que só deixa cair luz nas coxias em redor dos dois pavilhões de ferro ao centro. A fachada principal vira-se para o jardim, a poente, com pilastras e frontão triangular a enquadrar um portal duplo de arco de volta perfeita; a empena nascente, para a Lota, é a mais simples. Os portões foram feitos na Serralharia do Largo do Trem, aqui na cidade. O SIPA chama-lhe um mercado comum, do tipo que Portugal construiu até à década de 1950.

Quem o desenhou

Não é claro. O SIPA e a câmara escrevem tenente de infantaria José Inácio de Melo Pereira Vasconcelos; a DGPC escreve arquiteto António da Silva Meira, e uma versão posterior põe Meira a fiscalizar a obra e a desenhar a versão final. Talvez ambas as coisas. A nave faz conjunto com o jardim ao lado. Jardim, mercado e o bairro da pesca a nascente foram a última etapa do plano oitocentista para a margem do rio, e o coreto do jardim, fundido no Porto, chegou em 1890.

De mercado a galeria

O mercado funcionou até 1999, quando o novo Mercado Municipal abriu na Avenida D. Manuel I. Em julho de 1998 a câmara tinha assinado um protocolo com o Instituto Superior Técnico para um plano para o edifício, e em 1999-2000 a nave foi adaptada a lojas e restaurantes; as pequenas salas ao longo da parede exterior tornaram-se lojas, abertas tanto para a rua como para a nave. Classificada nunca foi. A câmara pediu-o em 2007, e em 2010 o processo foi arquivado porque o edifício não tem valor nacional. Provavelmente é verdade. É local, e é essa a questão.

Na prática

Entre pelo portão do lado do jardim e olhe para cima. A luz vem do lanternim sobre os dois pavilhões, e o chão é calçada portuguesa. Procure a lápide na empena sul e os medalhões "CM / 1887" nas bandeiras dos arcos. A Feira da Dieta Mediterrânica, em 2026 de 3 a 6 de setembro, usa a nave para demonstrações gastronómicas, e a antiga Lota ao lado é palco de concertos.

Research

Cronologia e contexto

Cronologia

  • 1876 Projeto para um mercado coberto.
  • 1879 Escolha do terreno, o Largo do Açougue dos Mareantes, junto ao rio.
  • 30 de junho de 1885 Início da obra; a capela de Nossa Senhora do Loreto e antigas edificações portuárias são demolidas.
  • 30 de junho de 1887 Inauguração; a lápide na empena sul e os medalhões "CM / 1887" são dessa altura.
  • 1890 O coreto do jardim ao lado, fundido no Porto, é montado.
  • 1990 A ponte militar depois da cheia é colocada junto ao mercado; fica trinta anos.
  • 1998-2000 Estudo do Instituto Superior Técnico; a nave é adaptada a lojas e restaurantes.
  • 1999 Novo Mercado Municipal na Avenida D. Manuel I; o comércio muda-se.
  • 2007 A câmara pede a classificação.
  • 2010 O processo é arquivado, "por não ter valor nacional"; a câmara encerra-o formalmente em 2017.
  • 2013 A Dieta Mediterrânica na lista da UNESCO, com Tavira como representante de Portugal.
  • 2013-14 A frente ribeirinha ao longo da Rua Dr. José Pires Padinha é requalificada.
  • 2026 XII Feira da Dieta Mediterrânica, de 3 a 6 de setembro, com demonstrações na nave.

Porque é que o mercado está aqui

A margem do rio era o local de trabalho da cidade. O plano oitocentista para a margem direita do Gilão pôs o jardim entre a praça principal e o mercado, e o mercado entre o jardim e o bairro da pesca, com a Lota a nascente. O peixe entrava mesmo ao lado. Por isso o terreno já estava construído, com edificações portuárias e uma capela que tiveram de ser demolidas. O ligeiro embasamento de pedra está lá; porquê, as fontes não dizem.

Um mercado comum

O SIPA chama-lhe um mercado comum, do tipo que Portugal construiu até à década de 1950, e o Estado arquivou o processo de classificação em 2010 porque o edifício não tem valor nacional. Ambas as coisas são verdade. Mas a nave continua aqui, com o ferro fundido, os portões e a lápide de 1887, e porque se tornou galeria em vez de ser demolida, pode-se percorrer um mercado português de cidade perfeitamente normal, tal como era quando se construíam destes. É mais interessante do que o IGESPAR achou.

Research

Antes e agora

Arraste a linha divisória para ver o lugar como era e como é hoje. As duas fotografias foram tiradas do mesmo ponto.

2019190919092019

Par provisório: a fotografia atual ainda não foi tirada do ponto de vista do postal.

Antes: 1909 · Postal M. & R. (Lisboa) n.º 163 «Mercado Publico», c. 1909 · Aveiro e Cultura – Arquivo Digital

Agora: 2019 · Vitor Oliveira from Torres Vedras, PORTUGAL

Conteúdo gerado por IA

O texto e a narração foram criados com inteligência artificial — a voz é sintética. O conteúdo é revisto editorialmente, mas podem ocorrer erros.